terça-feira, 26 de março de 2013

Sustentabilidade e Educação

Sustentabilidade e Educação

                                                                                                    
“Não há ação humana mais antiga e sustentável que a transmissão, produção e transformação do conhecimento e das habilidades humanas (Educação) com o objetivo de manter, conservar, perpetuar a sobrevivência humana!”


“A educação é simplesmente a alma de uma sociedade a passar de uma geração para a outra”.

G.K.Chesterton [1874-1936]
Gilbert Keith Chesterton foi um escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico.





Sustentável: aquilo que pode ser sustentado; passível de sustentação; defensável, suportável.

Sustentabilidade é uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado tempo.
 
Uma boa e atual definição para sustentabilidade, por didática, é: a capacidade de se sustentar ou de se manter aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
 
O termo "sustentável" vem do latim sustentare (sustentar; perpetuar, conservar; defender; argumentar; favorecer, apoiar; garantir; cuidar, proteger), mas o conceito de sustentabilidade, como o conhecemos hoje, começou a ser delineado na primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo (Suécia), em 1972, que foi a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente.

Não obstante a modernidade do termo sustentabilidade e da sua (re)significação, cujo foco tem sido orientado a um perseguido equilíbrio entre o economicamente viável, o ecologicamente correto e o socialmente justo, o conceito de sustentabilidade como sendo a capacidade de um processo ou sistema (objeto) manter ou permanecer em um certo nível de funcionamento por um determinado tempo, sempre foi o mesmo.
 
Há quem defenda que o que tem provocado essa (re)significação do termo sustentabilidade é simplesmente a mudança no paradigma de percepção de quantidades: antes propunha-se a permanência do nível de funcionamento do sistema (econômico) a qualquer custo e por tempo indeterminado, porque acreditava-se que os recursos naturais do planeta, por grandiosos e incomensuráveis, seriam infinitos; agora começa-se a perceber que os recursos naturais, ainda que disponíveis em enormes quantidades, são finitos e mais facilmente esgotáveis do que se gostaria ou precisaríamos que fossem.
 
Parece mais defensável, contudo, que tal ressignificação esteja sendo produzida pela evolução natural do paradigma do objeto da sustentabilidade, ou seja, do processo ou sistema que se quer manter em certo nível de funcionamento, que é a sobrevivência humana:
 
1)    Primeiro o objeto da sustentabilidade era a sobrevivência individual: desenvolveram-se habilidades (viver em grupos, em árvores, em cavernas, usar peles de animais mortos, caçar etc);
2)    Depois passou a ser a sobrevivência de um grupo: desenvolveram-se ferramentas, instrumentos e mais habilidades (viver em grupos para se defender, domesticar animais, cultivar, construir, combater etc);
3)    Em seguida passou a ser a sobrevivência de um povo: desenvolveram-se armas, navios, moedas e novas habilidades (viver em cidades, navegar, comercializar, guerrear, usar diplomacia etc);
4)    Mais adiante o objeto passou a ser a sobrevivência de uma sociedade: desenvolveram-se as navegações, a produção industrial, o comércio internacional e mais habilidades (teorias e práticas de administração, economia, etc);
5)    Agora esse objeto parece caminhar para a sobrevivência de uma espécie: a espécie humana. A humanidade começa a perceber e a sentir que os recursos naturais são esgotáveis, não obstante sua abundância, mudando seu paradigma de percepção de quantidades (teorias e práticas de ecologia, meio ambiente, busca de práticas alternativas de consumo, de geração de energia, de produção, de economia, etc);
O conceito mais atual e sintético é o de que sustentabilidade é o equilíbrio entre eficiência econômica, preservação ecológica e equidade social.
 
Se por um lado a sustentabilidade tem passado, desde sempre, por várias fases, significações e ressignificações, conforme seu objeto, algumas ações orientadas à sustentabilidade, por outro lado, tem sido mais constantes.
 
Da perspectiva de sobrevivência humana a ação mais constante (por presente em todas as épocas ou fases), eficiente (por capaz de gerar transformações) e sustentável (por capaz de manter a si mesma e ao objeto a que se destina) é a Educação.  
 
A Educação consiste fundamentalmente em transmitir conhecimentos e habilidades para as gerações futuras e complementarmente em gerar e/ou transformar conhecimentos e habilidades de forma a tentar perpetuar essa transmissão, ainda que para isso tenha que perpetuar a existência de gerações futuras. Seu objetivo é sustentar e manter os mais diversos aspectos da vida humana (econômicos, sociais, culturais, profissionais, ambientais).
 
Como disse, de forma muito apropriada, o escritor e crítico Inglês, Gilbert Keith Chesterton, (29/05/1874 - 14/06/1936): “a educação é simplesmente a alma de uma sociedade a passar de uma geração para a outra”. E é essa passagem de conhecimentos e habilidades, que o escritor chamou de “alma da sociedade”, que torna sustentável a sobrevivência da mesma, ou seja, que perpetua essa sobrevivência.
 
Não há ação humana mais antiga e sustentável que a transmissão, produção e transformação do conhecimento e das habilidades humanas (Educação) com o objetivo de manter, conservar, perpetuar a sobrevivência humana!
 
Se queremos um mundo mais sustentável, por necessidade, temos que investir em educação, por prioridade!
 
Porque ao contrário do que diga um “comum”, ainda que no exercício do “nobre” cargo de Ministro da Fazenda de um país sempre mantido à conta de “país do futuro”, investir maior percentual do Produto Interno Bruto em Educação não leva país algum a “quebrar”, pois como disse certa vez um “comum” que se fez “nobre”, por Nobel em Economia, Sir William Arthur Lewis: “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”.
 


Sir William Arthur Lewis foi um economista britânico. Foi laureado com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel de 1979, tornando-se o primeiro negro a ganhar um Prêmio Nobel em uma categoria diferente da paz.
 


Leia mais sobre sustentabilidade / educação:




domingo, 3 de fevereiro de 2013


                                                                                                                                    
    Justiça Humana
                                                                                                                                  
"Um juiz iníquo é pior do que um carrasco",
Porém,
“O castigo de Deus está mais próximo do pecador do que as pálpebras estão dos olhos!”

                                                                      Justiça Divina
 
Este texto visa conscientizar as pessoas, os cidadãos comuns, da necessidade de sua participação no Controle Social das instituições formais e informais da sociedade organizada em que vivem!

Todos sabemos o quanto o nosso judiciário é moroso e quantas vezes o nosso Supremo Tribunal Federal condenou agentes públicos (notadamente os agentes políticos) por desvios de recursos públicos.

Na semana passada, quando se cogitou a participação do senador Renan Calheiros ao cargo de presidente do Senado Federal, o senhor Procurador-Geral da Republica prontamente foi buscar em seu baú de inquéritos, coberto por alguma poeira, um mais que especial: o inquérito número 2.593/2007. Este inquérito foi aberto para investigar o Senador Renan, então presidente do Senado, por peculato (usar cargo público para obter vantagem pessoal), falsidade ideológica, uso de documento falso para justificar apropriação indébita de dinheiro público.

O processo simplesmente foi mantido parado no baú de inquéritos por longos dois anos, dos dias 16/02/2011 até o dia 25/01/2013. Justamente agora, numa semana de grandes articulações, o procurador resgatou o inquerito e encaminhou ao STF para gerar algum desconforto ao então candidato, hoje eleito presidente do Senado, Renan Calheiros, ou conhecido na justiça como R. C. OU J. R. V. C.

Aqui importa levar ao leitor uma simples, mas importante, reflexão: quantos milhares de processos não estarão ainda no baú (do tesouro) da Procuradoria-Geral, provavelmente só aguardando oportunidade adequada para serem usados como capital político (em prol ou em desfavor deste ou daquele agente político)? 

Quantos milhares de processos estarão no baú do STF e dos nossos tantos tribunais, parados, mantidos no anonimato (por boa ou má fé), aguardando um simples parecer para retirar do cenário público os agentes públicos (ou políticos), que sangram o erário como se fossem os caça-níqueis dos Cachoeiras ou as drogas  dos Beira-Mares que sangram a sociedade, até que todos nos esqueçamos !?

 É preciso que as pessoas que compõem o poder da nossa justiça, promotores, juízes, desembargadores e ministros sejam lembrados, de tempos em tempos, por manifestações populares, da importância de manterem sua lisura e idoneidade. Precisam ser estimulados a deixar de protelar suas ações que possam beneficiar a sociedade ao alijar da vida pública o câncer dos maus agentes políticos, que usam seus mandatos para se locupletar ao invés de para beneficiar o mais pobre, o mais frágil, o menos provido da sorte, nesse país continental.

Os autores:

Amilcar Faria – Bacharel em Ciência da Computação (UFMG), Servidor Publico Federal, Diretor de Programas de Controle Social do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC);

Diego RamalhoEstudante de Direito, Coordenador Geral de Projetos do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) e Diretor do Comitê Ficha Limpa-DF.

------ FIM ------

Considerando que podemos combater o bom combate buscando paz e a igualdade através da solidariedade, da conscientização política, do controle social da política e dos gastos públicos, do combate à corrupção, da orientação da economia para a sustentabilidade, da distribuição de renda e da educação integral do ser humano, seguem links para textos que podem ajudar nesse bom combate:

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domingo, 27 de janeiro de 2013


                                                           
 Dizem que o que não mata, engorda, mas quando o assunto é a legalidade, a lei que não "pega", entorta.


Todos percebem que uma lei que não pega é morta, mas o que poucos conseguem perceber é que se um sistema legal começa a abrigar a lei morta ele se entorta.  O sistema legal é o conjunto de leis que determinam a conduta (fazer e não fazer) das pessoas, é o balizador do direito. Quando ele passa a conter a lei morta, o direito perde suas balizas, e o que deveria ser o direito balizado passa a ser o erro instituído.

Embora exista um poder instituído, supostamente representante do povo, posto que eleito por ele, cuja função é criar as leis que determinarão o fazer e o não fazer de todo este povo, não é incomum verificar o descolamento dos representantes dos anseios e necessidades dos supostamente representados.

Prova disso é o fato de, por vezes, as necessidades e anseios populares precisarem ser defendidos de forma direta, por leis de iniciativa popular, das quais a LEI DA FICHA LIMPA ou  LC nº. 135/2010, cujo principal objetivo era o aumento da idoneidade dos candidatos, é a principal representante.

Embora a Lei da Ficha Limpa seja um marco no nosso sistema legal e seja de extrema importância como um primeiro passo para a moralização do nosso sistema político, a lei em si tem menor importância do que a ideia por trás dela, a ideologia que a motivou: TODOS os que se arvorem de representar o povo precisam comprovar serem pessoas idôneas, terem reputação ilibada e NUNCA terem agido contra o decoro parlamentar, mesmo antes de serem parlamentares.

Dito isso, cabe um questionamento sério: que moral teria junto ao povo uma casa legislativa, formada por quem deveria representar esse mesmo povo, cujo próprio presidente, que seria o representante maior dessa casa, não tivesse a ficha limpa?

Como diz uma máxima da democracia: à mulher de Cézar não basta ser honesta, é preciso parecer honesta. Mas a "honestidade" está em atender a todos os princípios legais, e não atende à legalidade da Ficha Limpa um presidente que tenha tido o mandato cassado, ou tenha renunciado para evitar a cassação ou tenha sido condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz), mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.

Reputação ilibada é nunca ter apresentado notas fiscais falsificadas para comprovar patrimônio incompatível com a renda, é nunca ter recebido dinheiro em troca de favorecimento político, tendo ou não concretizado o favorecimento (Corrupção é receber para favorecer, e não concretizar o favorecimento).

Por estes e por outros motivos é que a sociedade não pode, não quer e não vai se calar frente à tentativa do próprio poder que legisla em tornar morta uma lei nascida por iniciativa popular, surgida de uma necessidade social e motivada pela premente e necessária moralização do sistema político do nosso país: a lei que tenta assegurar a idoneidade dos homens públicos no Brasil, que não pode continuar a ser o país do futuro nem do jeitinho brasileiro.

Não permitam que matem a lei, para que essa morte não entorte mais o nosso sistema legal, que visa aprimorar nosso sistema político e social! Nós, o povo, contamos com vocês para nos representar de fato (não só de direito) e não permitir que as casas do povo (Câmara e Senado) sejam comandadas pela ficha suja dos políticos da velha política: oligárquica, coronelista, carcomida, corrompida, que legisla em benefício próprio e contra os que ela deveria representar!


Leia também:
Movimentos anticorrupção vão lavar rampa do Congresso contra Renan:

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2013/01/26/movimentos-anticorrupcao-vao-lavar-rampa-do-congresso-contra-renan-483986.asp

------ FIM ------


Considerando que podemos combater o bom combate buscando paz e a igualdade através da solidariedade, da conscientização política, do controle social da política e dos gastos públicos, do combate à corrupção, da orientação da economia para a sustentabilidade, da distribuição de renda e da educação integral do ser humano, seguem links para textos que podem ajudar nesse bom combate:

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

                                                                                                    

"Deus não se discute, se ama! E ele já demonstrou (em todas as religiões) que a ÚNICA forma de amá-lo é externando nosso amor pelo próximo (qualquer que seja sua religião)." (Farccions Al'Camir)


Fonte: Blogs EdReneKivitz, PavaBlog, Divulgue Geral e Associação de divulgação da Doutrina Espírita, visitados em 18/01/2013. Endereços:

Independente da religião de cada um, com certeza há que se reconhecer a lucidez desse nobre Pastor da Igreja Batista.
O texto abaixo, de um Pastor Evangélico, refere-se ao episódio envolvendo os jogadores do Santos numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com deficiência cerebral, para entregar ovos de Páscoa.

Uma parte dos atletas, dentre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusaram a entrar na entidade, e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação de que eram evangélicos e não entrariam num local fundado e dirigido por Espíritas.


 No Brasil, futebol é religião.
Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.

  

Os meninos da Vila pisaram na bola (isso em 2010), mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica na superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
 
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e de cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo, se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir, enquanto outros, e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio, através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e a miséria de uma paralisia mental.


------ FIM ------


Considerando que podemos combater o bom combate buscando paz e a igualdade através da solidariedade, da conscientização política, do controle social da política e dos gastos públicos, do combate à corrupção, da orientação da economia para a sustentabilidade, da distribuição de renda e da educação integral do ser humano, seguem links para textos que podem ajudar nesse bom combate:

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