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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

                                                                                      

"A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano." (Voltaire)
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem." (Bertold Brecht)
"Em política não se escolhe a companhia." (Nils Kjaer)
                                                                                       
Algumas pessoas, notadamente alguns partidários da ideologia e dos sonhos que representa a rede sustentabilidade, têm tido dificuldades de enxergar o ato da filiação democrática da ex-senadora Marina Silva ao PSB, para além da ilusória aparência de mero pragmatismo político, no último dia permitido pela atual legislação eleitoral para lançar candidatura ao pleito de 2014.



Alguns, mais fundamentalistas na ideação de construir uma nova política, uma nova maneira de conduzir a política, que deveria carregar nossas aspirações, esquecem-se ou desconhecem que não se constroi uma nova política sem estar dentro da política e não se está dentro da política se não usarmos as atuais regras dessa velha política.

Tanto é assim que o movimento nova política, ou um grupo de pessoas dele oriundo (e não dele dissidente), decidiu criar um partido político, por entender que a melhor mudança possível é a que vem de dentro para fora pela força das ideias cujo tempo já chegou, ao contrário da mudança que vem de fora para dentro pela força das armas cuja paciência já esgotou (a exemplo do movimento que já até se iniciou nas atuais manifestações de rua pelo Brasil afora).

Em um único movimento, a ex-senadora Marina Silva conseguiu manter sua discussão programática para o pleito de 2014, manter a visibilidade do programa que os nós da #rede queremos e precisamos, sem se vender ou corromper a ideologia de uma nova política.
Candidato algum que almejasse apenas seu próprio plano de poder e tivesse 26% de intenções de voto apoiaria a candidatura de outro com apenas 8%, mesmo que fosse para lhe servir de vice, e isso sequer foi cogitado.

"A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes". (Winston Churchill)
O que ela fez foi usar as armas da velha política contra ela mesma:

1)    conseguiu manter-se disponível como candidata ao pleito de 2014;

2)    conseguiu dar a resposta ao TSE que por aparelhamento do estado se recusou a dirimir deficiências de órgãos seus que invalidaram sem a constitucional obrigatoriedade de motivação expressa cerca de 95mil assinaturas de apoio à rede;

3)    conseguiu dar resposta a quem a acusa de não ter posição apenas porque ela se recusa a se enquadrar na falaciosa dicotomia direita/esquerda (mostrou que sua posição é pela sustentabilidade);

4)    mas o mais importante, conseguiu manter a visibilidade, a discussão e a possibilidade de aprimoramento de um programa de governo cujas bases estão nos anseios de todos nós que somos os nós da rede sustentabilidade.

Ela conseguiu manter-se no jogo político com uma jogada de total fair play, preocupando a situação, da qual ela própria dissidiu ao entender que seu objetivo único, desde que galgou o poder, passou a ser a manutenção do status quo; conseguiu desassossegar a oposição que sonhava manter a nefasta polaridade PT/PSDB na alternância do jogo sujo do “poder pelo poder” e dava como certa sua incapacidade de manter sua visibilidade e capital político, intencionando cooptar esse capital pelos meios que fossem necessários; e conseguiu criar uma tsunami no jogo político que já era dado como uma “marolinha” pelos especialistas políticos de parte a parte.

E não foi sem custo que a instabilidade criada por ela, mesmo sendo a jogada política mais bem feita da última década, que superou em muito o abraço “fraterno” de Lula em Maluffno jardim da própria mansão do execrado corrupto (segundo a ótica PT-Lulista antes de ser situação) por não afrontar valores pessoais ou coletivos como o fez o referido abraço.

Michail Bakunin (1814-1876). Foto de arquivo

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Essa minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana." (Michail Bakunin - revolucionário anarquista russo)

Tão grande foi a instabilidade criada que ameaça a perda de muitos bons quadros da militância da #rede, que se recusa ou não alcança entender ou enxergar a profundidade e a importância de manter a visibilidade sobre o programa que queremos, enquanto continuamos a formação do partido que ainda não conseguimos, por incapacidade do mais alto tribunal eleitoral em reconhecer e redimir o erro de órgãos seus (invalidação de 95mil assinaturas de apoio sem a constitucionalmente obrigatória motivação dos atos da administração pública, notadamente as que cerceiam direitos).

Mesmo pessoas com razoável entendimento político teimam não enxergar que somos rede, ainda que incubados (filiados) em partidos solidários, como o foram tantas ideologias partidárias (partidos clandestinos) durante o período mais grotesco da nossa história (a ditadura militar) em que se cassou a democracia.

A única diferença é que somos o primeiro, queira Deus sejamos o único, partido arremessado na clandestinidade em pleno regime democrático de direito. E é a mesma falta de democracia que gera tal distorção: antes causada por uma ditadura militar; agora causada pelo aparelhamento dos poderes de estado, seja pela falácia da coalizão no fatiamento do estado em prol de pretendida governabilidade (a cooptar o legislativo), seja por indicações dos advogados do rei para as mais altas cortes (a cooptar o judiciário).


Em política, perseguir um homem não é apenas engrandecê-lo, mas também justificar-lhe o passado. (Honoré de Balzac)

AMILCAR FARIA, 44, é servidor público federal, diretor de Programas de Controle Social do Instituto de Fiscalização e Controle, membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e ativista autoral da rede sustentabilidade.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Quem não tem bandeiras usa pedras.

Quem não tem bandeiras usa pedras e vandaliza.
Quem tem bandeiras, usa ideias e moraliza!



Qual é sua bandeira?
Escolha a sua, imprima, divulgue para seus contatos!
Leve para as ruas a sua bandeira, as suas ideias, não pedras e paus.
 
VAMOS MUDAR O BRASIL COM A FORÇA DOS ARGUMENTOS E NÃO DA VIOLÊNCIA!


















 
 


 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A bandeira da atual mobilização social

A bandeira da atual mobilização social


 
"Nada mais difícil de manejar, mais perigoso de conduzir, ou de mais incerto sucesso, do que liderar a introdução de uma nova ordem de coisas. Pois o inovador tem contra si todos os que se beneficiavam das antigas condições e apoio apenas tíbio dos que se beneficiarão com a nova ordem."
                                                        

A República vivia um momento conturbado. A corrupção generalizara-se em três décadas de (re)democracia. Vivia-se o vale tudo pelo poder. A bancarrota moral e ética ia à larga e a sociedade civil já se organizava em revolta pacífica.

A classe política perdera o pudor para manter-se no poder.

Corrompia-se. Vendia e comprava apoio para aprovar reformas paliativas sem pagar o preço justo (capital político) para aprovar reformas necessárias. Escudava-se no “uso de caixa 2”, como se isso não fosse crime.

Corrompia as prioridades. Construía estádios de bilhões para evento único ao invés de hospitais ou escolas de poucos milhões para uso contínuo; Isentava impostos de veículos que inviabilizariam o transporte urbano ao invés dos remédios que viabilizariam vidas humanas.

Corrompia o uso do dinheiro público. Desviando verbas para locupletar compadres, parentes ou laranjas (a si mesmos), condenando o povo a morrer à míngua por falta de hospitais, UTI’s, médicos, remédios ou atendimento.

Corrompia a sociedade. Dava bolsa “esmola”, que deveria ser mecanismo condicional de transferência de recursos, cuja condição (manter crianças na escola) quebraria o ciclo que gera a pobreza, mas gerava dependência econômica e fidelizava votos ao reduzir o nível da educação para escravizar os mais necessitados.

Corrompia a democracia. Fortalecia o fisiologismo político, ferindo de morte a independência e a harmonia dos poderes; fomentava o militantismo cego, surdo e burro, e a falta de consciência para a cidadania.
 
 
Mas a sociedade já se organizava em revolta pacífica e as pessoas começaram a deixar de ser apenas um rosto na rede virtual (um face no Book) para ser um cidadão nas ruas reais (um body in real). Imprensa e políticos foram pegos de surpresa pela revolta pacífica: e muitos fingiam não entender os motivos para tamanha mobilização.

Governadores exerciam sua (ag)nulidade política dizendo que o movimento não tinha bandeiras, políticos exerciam seu execrável interesse pessoal dizendo que o movimento era anarquia de vândalos, jornalistas exerciam miopia seletiva dizendo que o aumento das passagens de ônibus eram motivo de pouca monta.

Todos se perguntavam incrédulos: afinal qual a bandeira dessa atual (e enorme) mobilização social?

Como o movimento tinha forte caráter de ativismo autoral, sem liderança unificada por expressar o anseio de TODA a população, a resposta demorou a ser consolidada, mas veio no vigor da indignação popular:




Eis o que queremos para o país inteiro:

1) Real investimento em educação, queremos:

a) 400 escolas novas no GDF (para uso contínuo) já que gastaram 1,6 Bilhão no estádio (para evento único);

b) 200 creches públicas no lugar de convênios obscuros;

c) durante 20 anos, a aplicação real de 15% a 20% do PIB em educação (de base, média, superior e profissional) e após os vinte anos manter a aplicação de 10% do PIB;

d) educação federalizada (igual no país todo);

e) educação em tempo integral, que ampliará a autonomia pessoal e diminuirá a violência e o tráfico infanto-juvenis (retirando os jovens da situação de vulnerabilidade por excesso de tempo ocioso);

f) melhor salário para professores, para formarem cidadãos e não só transmitir conteúdo.
 

2) Real investimento em transporte público de massa e de qualidade, nos moldes de como é feito no mundo:

a) transporte de massa a trilhos e não a rodas que enriquecem inescrupulosos;

b) ciclovias seguras para transporte alternativo.

3) Real investimento em saúde:

a) ampliar leitos e construir 16 hospitais, pelo valor do estádio bilionário;

b) desoneração dos impostos sobre medicamentos, e não sobre carros;

c) melhor salário para médicos, para tratar pessoas e não cuidar de números;

d) criminalizar ação do gestor que deixar faltar medicamentos e atendimento público;

e) fortalecimento do Sistema Único de Saúde;

f) promover crimes contra a previdência e a saúde em hediondos e aumentar suas penas.

4) Real investimento em segurança:
a)    ampliar treinamento da polícia, para proteger pessoas e não combater cidadãos, com foco em ações de desmilitarização da polícia e das ações policiais;
b) equipar a polícia (veículos, coletes, TI etc), para servir ao cidadão e não abusar dele.
 

5) Afastamento cautelar de políticos condenados e ou envolvidos em corrupção - indícios fortes (José Genuíno, João Paulo, Renan Calheiros etc);  

6) afastamento de políticos despreparados para o exercício da presidência em comissões cujas ideologias dependem de atuação tolerante e humanitária e não homofóbica e oportunista (Marco Feliciano e Comissão de direitos humanos e minorias).

7) aumento da pena de perda de direitos políticos de 8 para 24 anos, principalmente nos casos de corrupção (ainda que com fortes indícios, já que a comprovação se torna difícil em muitos casos) como forma de moralizar o exercício da política.

8) Proibição de apreciação de legislação denunciada como oportunista e contrária ao bem estar da população, para evitar o legislar em benefício próprio e contra o bem coletivo.

9) Proibição do uso de recursos privados em campanhas políticas, de doações privadas (individuais ou de empresas) para campanhas ou manutenção de partidos.

Nesse ponto em particular o MCCE acaba de lançar a campanha Eleições Limpas, que visa fortalecer a democracia representativa e a política por programas e não por fisiologismos através de: 
 
            1. Proibição do financiamento de campanhas por empresas;

            2. Divulgação das contas de campanha em tempo real na internet;

            3. Punição severa para o Caixa 2;

            4. Mais liberdade de expressão na internet;

            5. Menos candidatos e mais propostas;

            6. Barateamento das campanhas;

            7. Democratização dos partidos;

            8. Fim da infidelidade partidária;

            9. Fim do "efeito Tiririca".

Aqui cabe outra pergunta:

- Este é um movimento sem bandeira ou representa o derramamento das necessidades sociais há muito represadas e não satisfeitas?




AMILCAR FARIA, 44, é servidor público federal, diretor de Programas de Controle Social do Instituto de Fiscalização e Controle, membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e ativista autoral da rede sustentabilidade.

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Mas seremos nós o início da solução...

Seremos mais um a ser a mudança que queremos ver no mundo, como disse Gandhi, (e a exemplo do Reguffe em seu esforço “ainda” solitário)... Ensinaremos valores pelo exemplo de conduta valorosa (e se as palavras convencem, os exemplos arrastam)!

Seremos rede sustentabilidade, mas também rede solidariedade, porque assim como a mola mestra para multiplicar a sustentabilidade é a educação, a mola mestra para multiplicar cidadania é o ativismo político e para multiplicar valores é a solidariedade!


Abraço Fraterno,
Amilcar Faria.

(Que os Bons não Silenciem aumentando o barulho dos maus!)

Siga no Twitter: @AmilcarFaria
Facebook: amilcar.faria.5 
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"Sozinhos somos presas, juntos somos predadores!

Sozinhos, sem pensar, somos presas fáceis.
Individualmente, mas pensando, somos presas difíceis.
Juntos, sem pensar, somos presas muito difíceis.
Juntos, pensando, somos predadores!

Juntos somos mais; pensando somos imbatíveis!" (Al'Camir)

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Estrondosa vaia: meninos, eu vi

Estrondosa vaia: meninos, eu vi
Luiz Osório Marinho Silva

Fonte: Blog A verdade Sufocada, visitado em 20/06/2013. Endereço:
                                                           

 
Brasília, dia 15 de junho de 2013. Inauguração da Copa das Confederações, no Estádio Mané Garrincha, que custou aos cofres públicos do Distrito Federal mais de um bilhão e trezentos milhões de reais, obra que não resiste a nenhuma auditoria, por mais superficial que seja. Outros trezentos e cinco milhões de reais ainda serão gastos no estacionamento e no entorno.

Estádio praticamente lotado, com quase 70.000 pessoas, para assistir ao jogo entre o Brasil e o Japão. Depois da cerimônia de abertura, simples, mas bonita e bem organizada, já com os jogadores perfilados, é anunciada a presença da "presidenta" Dilma e do presidente da FIFA

Começa uma estrondosa vaia. Logo depois, Joseph Blater inicia um breve pronunciamento. A reação do público esmaece por alguns instantes. Quando o presidente da FIFA cita o nome da "presidenta" Dilma, a estrondosa vaia recomeça. Joseph Blater pede, por favor, aos amigos do futebol brasileiro, respeito e fair-play

As vaias não cessam e Dilma, visivelmente constrangida, com as imagens geradas para o mundo, apenas declara aberta a Copa das Confederações, com a sua voz abafada pela ruidosa manifestação de repúdio e de desaprovação da maioria dos presentes.

A TV Globo, responsável pelas imagens, tentou minimizar o ocorrido e tirou de seu noticiário esse momento de revolta de uma parcela significativa do povo brasileiro. Ao comentar rapidamente o fato, o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, ainda disse que as vaias também foram para o presidente da FIFA. Errou em sua interpretação. Elas foram dirigidas apenas à "presidenta".

Eu estava lá e vi. Meninos, eu vi.

Vi e também vaiei, a plenos pulmões. Não iniciei a vaia, que tomou conta do estádio como uma grande "ola". Mas, certamente, fui um dos últimos a parar. As consequências vieram de imediato, atingindo as minhas cordas vocais e deixando-me rouco, condição em que ainda permaneço, dois dias depois.

Talvez, neste país sem cidadania, esteja me tornando um velho anarquista, mas com o ardor da indignação de um jovem adolescente, em prol do que é certo e justo.

Vaiei a incompetência, a desonestidade, a corrupção, a enganação, a mentira.

Vaiei as obras inacabadas, superfaturadas, malfeitas, não fiscalizadas.

Vaiei a insegurança dos cidadãos brasileiros, as péssimas condições da saúde pública, a  ineficiência do sistema educacional.

Vaiei a falta de boas estradas, portos e aeroportos.

Vaiei a carência de saneamento básico, os apagões de energia elétrica, o caos das grandes cidades.

Vaiei a utilização política de empresas estatais e de economia mista, com recursos financeiros mal aplicados ou utilizados de maneira inescrupulosa, ocasionando graves prejuízos, como os verificados na Petrobras.

Vaiei o estímulo à luta de classes, à invasão de propriedades particulares e à desagregação da sociedade.

Vaiei os programas eleitoreiros, disfarçados em projetos sociais, sem nenhuma contrapartida, que objetivam apenas a conquista de votos para a manutenção do poder.

Vaiei o retorno da inflação, o aumento brutal da dívida interna, a quebra do equilíbrio fiscal.

Vaiei o aniquilamento de nossa indústria, os malefícios à agropecuária, a perda da competitividade internacional.

Vaiei os cartões corporativos e o alto custo da máquina governamental, com os seus trinta e nove ministérios, criados, em sua maioria, apenas para abrigar políticos obscuros e os interesses dos partidos da base aliada.

Vaiei o aparelhamento do Estado, inclusive o da mais alta corte do Poder Judiciário, por pessoas ligadas ao partido político da "presidenta".

Vaiei a tentativa de mudar a verdadeira História do Brasil, com a instalação de uma Comissão, que de verdade só tem o nome.

Vaiei a subordinação da política externa brasileira aos ditames do Foro de São Paulo, com o país caudatário das decisões de governos populistas e ditatoriais da América Latina.

Vaiei as tentativas de macular as Forças Armadas, de silenciar a imprensa, de implantar, paulatinamente, o comunismo no Brasil, travestido agora com o nome de socialismo bolivariano.

Vaiei os políticos demagogos, oportunistas, mentirosos, corruptos e adúlteros.

Vaiei os seguidores de falsos profetas, os aproveitadores, os bajuladores, de todas as espécies.

Vaiei os inocentes úteis, os conformados, os omissos.

Vaiei, finalmente, todo o mal que, nos últimos dez anos, o partido político, que se dizia ético, fez ao meu país.

Que a estrondosa vaia seja o prenúncio de outros tempos, de esperança e de confiança em um novo Brasil, verdadeiramente grandioso e justo para o seu povo.
 

Brasília, 17 de junho de 2013.

Luiz Osório Marinho Silva